Não sei bem se esse é melhor título pra o que vou deixar relatado aqui mas, minha mente brilhante, nesse momento - 17:38 de um tarde de uma sexta-feira, louca pra ir embora - só consegue pensar nisso.
Nessa semana, torta e cansativa, fui testemunha ocular de 2 momentos pífios na cidade de São Paulo.
** testemunha ocular porque, indiretamente, fiquei indignada com ambos acontecimentos **
O primeiro deles, aconteceu na terça-feira, dia 22/05/2012, na audiência pública realizada no Plenário 1º de maio, 1º andar da Câmara Municipal de São Paulo.
A audiência pública era para tratar do PL 155/2012, cuja matéria se refere ao "aumento" - à vergonha - de 0,01% no salário dos servidores da Prefeitura Municipal de São Paulo.
Esse, eu presenciei. Afinal, era uma A.P. da minha comissão.
Confesso que odeio fazer esse tipo de coisa. Me lembra muito do atendimento em balcão do TJ. Atendimento público nunca foi o meu forte. Tem horas que quero ajudar muito e tem horas que não quero dar a mínima atenção, por isso nunca me dei muito bem com isso.
Enfim, lá estava eu firme e forte como prego na areia pra fazer a tal Audiência Pública...
Santo Deus, era gente que chegava e não parava mais.
Pra variar, como tudo nesse mundinho da iniciativa pública, começou atrasado. Com problemas técnicos, com gente disputando espaço, gente protestando, gente que que nem sabia o porquê de se estar lá.
No começo, fiquei mais com raiva do povaréu. Porra, que coisa mais desorganizada.
Nunca gostei da forma de atuação de sindicatos - acho que tenho essa antipatia gratuita em função do Lula, pessoa que nunca fui e nem serei simpatizante. Considero essas inbstituições uma versão mais amena dos governos ditadores. Eles dizem que lutam pelos interesses de determinada classe trabalhadora mas, como eles cobram uma certa porcetagem, no fundo, no fundo eles só pensam nos próprios interesses. Quanto maior o salário, maior o que eles arrecadam...
Conforme o tempo passou e as pessoas pronunciaram sua indignação com a situação, acabei por me acalentar com eles.
Eles somente querem um salário melhor.
0,01% não é aumento para ninguém. Verba, gratificação, aumento no V.A. e/ou V.R., tudo isso só beneficia quem está na ativa.
Isso me lembrou de quando o V.R. do TJSP aumentou de R$ 9,00 para R$ 25,00. O comentário que eu mais ouvi - e falei também - foi: "Agora eu penso pra faltar, tirar férias, etc...". Triste e maldita realidade...
A reunião acabou com a minha simpatia e com uma sensação de que nada daquilo valeu pra nada. O projeto ainda vai passar pela CMSP mas, infelizmente, acho que nada mudará.
EM CONTRAPARTIDA AQUELA CAMBADA DE FDP DO METRÔ/CPTM TAMBÉM FEZ UMA GREVE NA QUARTA-FEIRA, 23/05/2012, que parou a cidade de SP e conseguiu, num único dia, um aumento de mais de 6% no salário.
Eu lembro que alguém que falou na tribuna na AP de terça disse algo do tipo: "A gente tem que fazer greve e parar a cidade, igual em 1995."
Acho que, infelizmente é isso mesmo.
E eu agradeço à Deus, Ála, Maomé, Buda, etc, por não depender de transporte público pra trabalhar.
Como disse minha mãe, eu deveria fazer como os mulçumanos e agradecer 3 vezes ao dia o emprego que eu tenho, a localização dele - SIMPLESMENTE ATRAVESSO A RUA PARA TRABALHAR - e o horário que eu faço - das 12:00 às 19:00.
Veja bem o que essa cambada de metroviário fez... parou SP e conseguiu o aumento. Num único dia...
Eu sei que tem muito funcionário público folgado, vagabundo, preguiçoso. Mas tem muita gente que trabalha sério, que zela pelo bom serviço prestado e, principalmente, dá o sangue para que tudo ande direito.
Estando do lado de cá - sendo servidora pública - reconheço que realmente há lugares onde o trabalho é muito e há pouca gente.
O problema do Brasil é a generalização: se tomarmos por base Brasília, a gente quer mesmo escalpelar todo e qualquer funcionário público.
"... perceber a incapacidade de o tribunal, sem que receba meios substanciais para a melhoria da distribuição de Justiça com mais juízes e funcionários, promover sensível alteração na qualidade dos serviços prestados. O heroísmo e a dedicação intensa de muitos juízes e funcionários não são suficientes para o alcance desse objetivo. Há comarcas, varas e cartórios que somente continuam a servir pelo sacrifício incomum dos que a integram. A morosidade atual é invencível se não acrescido o corpo de juízes e funcionários. Sem isso, não há mágica ou milagre administrativo que a afaste."
Esse trechinho, proferido pelo brilhante Desembargador Maurício da Costa Carvalho Vidigal no seu discurso de despedida do TJSP, ilustra bem certos segmentos do funcionarismo público.
Enfim... numa semana onde vi a indignação dos servidores da Prefeitura de SP e forma como os metrôviários agiram para conseguir seu aumento, só posso chegar à conclusão de que, realmente, nesse país nada é levado à sério e picaretagem é a melhor forma de se conseguir algo, ainda que isso seja seu direito.
Tanto pior para pessoas que, assim como a autora deste texto, ainda trabalham de forma honesta...
Conforme o tempo passou e as pessoas pronunciaram sua indignação com a situação, acabei por me acalentar com eles.
Eles somente querem um salário melhor.
0,01% não é aumento para ninguém. Verba, gratificação, aumento no V.A. e/ou V.R., tudo isso só beneficia quem está na ativa.
Isso me lembrou de quando o V.R. do TJSP aumentou de R$ 9,00 para R$ 25,00. O comentário que eu mais ouvi - e falei também - foi: "Agora eu penso pra faltar, tirar férias, etc...". Triste e maldita realidade...
A reunião acabou com a minha simpatia e com uma sensação de que nada daquilo valeu pra nada. O projeto ainda vai passar pela CMSP mas, infelizmente, acho que nada mudará.
EM CONTRAPARTIDA AQUELA CAMBADA DE FDP DO METRÔ/CPTM TAMBÉM FEZ UMA GREVE NA QUARTA-FEIRA, 23/05/2012, que parou a cidade de SP e conseguiu, num único dia, um aumento de mais de 6% no salário.
Eu lembro que alguém que falou na tribuna na AP de terça disse algo do tipo: "A gente tem que fazer greve e parar a cidade, igual em 1995."
Acho que, infelizmente é isso mesmo.
E eu agradeço à Deus, Ála, Maomé, Buda, etc, por não depender de transporte público pra trabalhar.
Como disse minha mãe, eu deveria fazer como os mulçumanos e agradecer 3 vezes ao dia o emprego que eu tenho, a localização dele - SIMPLESMENTE ATRAVESSO A RUA PARA TRABALHAR - e o horário que eu faço - das 12:00 às 19:00.
Veja bem o que essa cambada de metroviário fez... parou SP e conseguiu o aumento. Num único dia...
Eu sei que tem muito funcionário público folgado, vagabundo, preguiçoso. Mas tem muita gente que trabalha sério, que zela pelo bom serviço prestado e, principalmente, dá o sangue para que tudo ande direito.
Estando do lado de cá - sendo servidora pública - reconheço que realmente há lugares onde o trabalho é muito e há pouca gente.
O problema do Brasil é a generalização: se tomarmos por base Brasília, a gente quer mesmo escalpelar todo e qualquer funcionário público.
"... perceber a incapacidade de o tribunal, sem que receba meios substanciais para a melhoria da distribuição de Justiça com mais juízes e funcionários, promover sensível alteração na qualidade dos serviços prestados. O heroísmo e a dedicação intensa de muitos juízes e funcionários não são suficientes para o alcance desse objetivo. Há comarcas, varas e cartórios que somente continuam a servir pelo sacrifício incomum dos que a integram. A morosidade atual é invencível se não acrescido o corpo de juízes e funcionários. Sem isso, não há mágica ou milagre administrativo que a afaste."
Esse trechinho, proferido pelo brilhante Desembargador Maurício da Costa Carvalho Vidigal no seu discurso de despedida do TJSP, ilustra bem certos segmentos do funcionarismo público.
Enfim... numa semana onde vi a indignação dos servidores da Prefeitura de SP e forma como os metrôviários agiram para conseguir seu aumento, só posso chegar à conclusão de que, realmente, nesse país nada é levado à sério e picaretagem é a melhor forma de se conseguir algo, ainda que isso seja seu direito.
Tanto pior para pessoas que, assim como a autora deste texto, ainda trabalham de forma honesta...
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