Basta se dispor a um percurso diferente, num ambiente
familiar.
Sem sacrificar o conforto que as vestes de mármore nos garantem,
podemos errar por trilhas de estética rude e silentes surpresas.
Não
vamos permitir que a apatia cerre ainda mais as portas da percepção e estreite
nossas experiências.
Ultrapassemos, portanto, as fronteiras da rotina e
adentremos a “casa sem teto”, instalada no pátio interno; ali poderemos
vislumbrar cenários de exasperação e raro lirismo recompostos nas fotografias e
instalações.
No saguão, ao lado da escadaria, burle alguns minutos do seu
almoço e não hesite em revirar algumas páginas literárias gestadas e expelidas
em saraus pela cidade a fora.
Há até cadeira para se acomodar e perder-se numa
singela jornada de prosa e poesia, feitas muitas vezes com um áspero amargor.
Entremos e
fiquemos à vontade.
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