Hoje, 07/12/12, vindo trabalhar, parada para atravessar o único sinal que separa a minha casa do meu trampo, cheguei à singela conclusão de que ser feliz é uma arte. Eu sei que muita gente já escreveu sobre mas, refletindo, comparei a arte de ser feliz a uma ciência exata.
Quase como a matemática, onde 2 +2 = 4, some todos os bons momentos que você tem e você será feliz.
Ao longo de 24 horas, você tem alguns bons momentos. Então, some esses bons momentos e não dê mais do que uma importância momentânea aos maus momentos - gente, na hora a gente passa uma "réivaaaa" desgraçada mas ficar lembrando deles é se auto-injetar veneno - que assim a nossa chancde de ser feliz é maior.
Eu sei que quem escreve não é a pessoa mais apropriada pra falar disso mas tudo nessa vida é condicionamento e treinamento, então vamos treinar "ser feliz".
Eu mesma sou uma pessoa que fica lá remoendo, alimentando, lembrando, pensando em coisas que aconteceram comigo e que me deixaram bem p da vida mas o que eu ganhei com isso até hoje????
NADA.
Por isso, como a divindade e santidade do perdão de coração eu ainda não entendo nem compreendo - só sei que é importante perdoar mas e daí? Também sei que o consumo de açucar branco faz mal à saúde e continuo comendo o bendito - me basta esquecer, apagar da memória e deixar pra lá o que me fizerem daqui pra frente.
E, os mais afoitos me peguntariam: e o que ficou no passado?
Tenho uma relação amor/ódio com o meu passado. Aindo procuro os responsáveis - porque apesar da maior parcela da culpa, ela não é só minha - pela minha felicidade incompleta atual.
Eu não quero esquecer e nem deixar pra lá o meu passado porque eu acho que dependo dele. História é tão importante que o ser humano criou uma disciplina na escola só para estudá-la. Se coisas que aconteceram a milhares de anos atrás são importantes, imagine os anos anteriores da minha vida que me conduziram até aqui.
Há coisas boas, momentos bons. Há muita coisa ruim, momentos desastrosos. Me fizeram mal. Eu fiz mal. Mentiram para mim. Eu menti pra muita gente. Coisas da vida. Todo mundo faz isso. Em maior ou menor grau, todo mundo tem sua parcela má.
Eu me lembro num dos episódios de Avenida Brasil em que a Carminha falou pra Rita algo do tipo: 'Você vai crescer e vai aprender que ninguém é bonzinho nem ruim o tempo inteiro.'.
É bem por aí mesmo. Acho que ninguém consegue ser bom ou ruim todo tempo. De alguma forma, o ser humano sempre exterioriza o amor e o ódio.
Mas acho que eu prefiro, pelo menos daqui pra frente, tentar exteriorizar sempre o amor.
Porque eu vejo meus pais: pra que ser amarga e desagradável como ele se eu posso ser querida e doce como a minha mãe?
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