Subtítulo: Bem aventurados os puros de coração.
Dia desses, eu me peguei pensando nessa singela e impactante frase.
Quando eu penso só na primeira parte "Bem aventurados" eu até fico feliz. É uma qualidade que pode ser atribuída a qualquer um.
A personificação do problema se configura na segunda parte... "os puros de coração"... a humanidade está tão sem norte que se a frase fosse "os putos de coração" seria mais condizente com a nossa realidade.
Estar sem norte é bondade de minha parte... estamos sem norte, sem sul, sem leste, sem nenhum dos pontos cardeais...
Nem a posição do Cruzeiro do Sul ou da Estrela Dalva é capaz de nos recolocar no caminho certo da paz, relativa, e da lealdade - esta, deveria ser absoluta, mas nem sempre o é.
Eu me encontro no ápice da falta de paz e da desonestidade... e só tentar melhorar não é o suficiente. De nada me adianta ir à FEESP se eu não coloco em prática o que eu aprendo.
Comecei a me questionar isso dia desses. O quê, de fato, eu faço de bom para o meu semelhante?
Doar sangue? Nem isso eu faço mais...
Depois do desfecho desastroso da história com o Sr. Charme eu comecei a me conscientizar de que eu realmente preciso tomar uma atitude radical e modificar todo o meu jeito de ser.
Hora de ser mais honesta, de ser mais autentica, de ser mais eu mesma.
Eu já sou encantadora por natureza. O natural das pessoas é adorarem a "Sandrinha"...
Aliás, Sandrinha será algo que me perseguirá por todo o sempre.
Não sei de onde eles tiram essa história de Sandrinha. Mas por onde quer que eu passe e/ou trabalhe, Sandrinha é praxe.
Afinal, eu sou relativamente bem educada. Sou relativamente inteligente e tenho mais boa vontade do que a média geral dos brasileiros.
Na maioria das vezes, faço a versão queridinha e atenciosa. E, na grande parte dessa maioria das vezes, eu realmente sou.
Basta que eu seja sempre. Que isso venha de todo o meu coração.
Que isso passe da verdade relativa para a verdade absoluta.
Às vezes, eu me pego fazendo coisas com todo carinho e entusiasmo para certas pessoas que nem são merecedoras e deixo quem realmente se importa comigo em segundo plano.
Hora de inverter esse jogo. Hora de começar a jogar a favor de quem está a meu favor.
Hora de fazer a segunda frase do título valer para mim.
Hora de me fazer "pura de coração" para que eu seja "bem aventurada".
De realmente fazer o bem pelo meu próximo. De ajudá-lo mesmo, de todo coração. Ou fazer de coração, sem esperar nada em troca ou nem fazer.
Começar a orar e pedir mais harmonia interior, mais paz de espírito, mais sabedoria para saber como lidar melhor com tudo o que me acontece.
Hora de encontrar meu norte, meu sul e todos os pontos cardeais da minha vida.
Hora de fazer as estrela do Cruzeiro do Sul brilharem de forma intensa.
Hora de fazer a Estrela Dalva iluminar meu caminho... e, acima de tudo, hora de sair da lei da ação e reação e partir para a sábia lei da RELATIVIDADE... (SPH - 03/08/2010)

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