"Um detalhe que acho interessante é que houve um determinado dia que eu percebi que apesar da autoestima baixa, sempre tive amor próprio. Muitas vezes, essas duas coisas estão tão interligadas que é difícil discernir onde uma termina e a outra começa. Mas, eu sempre tive tanto amor próprio que, por diversas vezes me coloquei acima de todos, agindo com puro e genuíno egoísmo. Me vejo como uma pessoa que possui características contraditórias, e esse é mais um combo: tenho amor próprio, mas tenho zero confiança nas minhas capacidades. Eu sou inteligente, eu sou criativa, eu tenho facilidade para aprender coisas, eu tenho uma série de qualidades que são ofuscadas pela minha insegurança. É até ridículo o quanto eu sei que sou capaz, mas ao mesmo tempo, me sinto inútil. Esse é o tipo de estrago que a falta de autoestima faz na gente. Diariamente, há uma guerra dentro de mim: meu emocional e meu racional vivem dando choque. Um bom exemplo disso é eu saber que sou bonita porque outras pessoas me disseram e não porque eu vi no espelho."
Sem subtítulo, desta vez...
Estou aqui numa fria, cinza e bolorenta manhã de segunda-feira. Chateada porque não gosto de chuva - sei que é importante, mas eu não gosto.É exatamente como emagrecer - também sei que é muito importante mas eu não consigo/não quero/não gosto...
"Eu sou inteligente, eu sou criativa, eu tenho facilidade para aprender coisas, eu tenho uma série de qualidades que são ofuscadas pela minha insegurança." - o título deste post veio tão a calhar com essas sábias palavras não escritas por mim que é bem assim: eu realmente acho que se tivesse escrito não poderia ter saído tão perfeito.
Eu não sou somente insegura. Também sou derrotada. Não acredito nem um pouco em mim tampouco em coisas que posso realizar. Para mim, pairam dúvidas até sobre aquilo que eu já realizei.
Dos feitos mais recentes, passar na prova do mestrado na UFSCAR, passar na entrevista do mestrado, conseguir trabalhar bem no Tribunal e na Câmara Municipal. Mais recentíssimo, ter tirado 9.25 na prova do Christy e ter fechado com 10 na matéria dele.
Lembro-me bem do dia em que ele soltou a lista com as notas... foi no 19.11.2015. Eu tive que olhar não sei quantas vezes para acreditar que a maior nota da prova tinha sido a minha. Eu realmente não achava que tivesse tirado nem um mísero 5, quanto mais 9.25. Foi um misto de surpresa, com orgulho, com "será que sou eu mesma?", com "será que meu pai está orgulhoso de mim?".
#um aparte: ontem, 24.05.2016, o prof. Marcelo devolveu as provas. E foi cruel com quem "plagiou". Inclusive a Mônica, aquela mesma que copiou minha segunda prova do Christy, zerou. Porque plagiou. Porque não deu os devidos créditos a quem de direito. Foda-se.#
#um aparte 2: retomei a escrita deste post em 31.07.17. Por que? Porque muito embora eu adore escrever, sou muito preguiçosa. Mas devo mudar isso. Pelo meu bem, pelo bem dos futuros leitores.#
Eu realmente já fiz tantas coisas - alguma me orgulho, outras nem tanto - mas continuo colocando em xeque a minha brilhante capacidade de produção. Mas vamos e venhamos - nesse mundinho baixo e sórdido do servidorismo público, não é tão difícil ser brilhante, competente. Eu só preciso de um pouquinho a mais, de 1% a mais de boa vontade coisa que, a maioria esmagadora dos meus "pares", não tem.
Eu sou capaz de fazer alguma como aquela pulha com quem eu trabalhava no Tribunal - eu realmente mal me lembro do nome dela, eu só me lembro vagamente da fisionomia - ir almoçar cmg em casa e ir aos happies que nós fazíamos naquele boteco atrás do João Mendes.
Fui capaz de emocionar aquela vaca miserável chamada Cláudia, aquele projeto mal acabado de Hitler suburbano cujo todos temiam na Corregedoria do TJ.
#dela, confesso, tive medo até o final. Tanto que sai do TJ aliviada por saber que deixaria aquele diabo de saias pra trás.#
Fui capaz de fazer meu pai, o finado Sr. Kiyoshi Horie, chorar e me dizer, pela primeira (e única, pelo que me bem me recordo) que "eu estava certa".
Fui capaz, lá nos idos anos de 93/94 de ajudar o Marquinho a se encontrar com a Carina, aquela namoradinha dele que eu suportava só porque queria vê-lo feliz. Eu o amava tanto que queria vê-lo feliz.
Fui capaz de enfrentar a bruxa da Maria Tereza. Uma professora de matemática detestável que se julgava acima do bem do mal. Alguém que, assim como CG, eu nunca tive respeito. Somente medo. Um medo descomunal que nem sei de onde vinha. Mas bastou perder o medo para que eu enfrentasse aquele demonio de igual para igual.
Também fui capaz de passar na prova desta bruxa detestável na recuperação de verão. O ano? 1994. Passei janeiro inteiro e quase fevereiro inteiro fazendo aulas particulares de matemática para tal façanha - minha família inteira foi pra praia e eu lá, a coitadinha estudando. Não que eu amasse praia mas esse papel de "você não vai pra praia porque precisa estudar" me caiu mto bem tendo e vista que mamutes não gostam de praia. -. Precisava de singelos 7,75 numa prova que valia 10. Imagine eu, uma gorda incompetente que matava aula atrás de aula, precisando de uma nota que eu jamais tirei ao longo de todo o ano letivo (DETALHE A MÉDIA BIMESTRAL ERA DE 5 - CINCO - E NEM ISSO EU FUI CAPAZ DE TIRAR). E vou te contar: EU TIREIIIII... tirei 8,25 na prova. E passei. E fui pro Horácio porque fui taxativa com a minha mãe: "Se vc me deixar nesta bosta de escola "Colégio Objetivo" neste ano até o final do ano ou eu ou ela (Maria Tereza, bruxa da matemática) vamos estar mortas... e ela é mais velha do que eu. A chance dela ter um ataque do coração é bem alta.!!!! E então, eu fui ser feliz no Horário Soares.
Outro dos meus feitos foi ser "atriz" desde a minha tenra idade. Fernanda Pupim sempre foi uma ótima cúmplice. Todas as vezes em que eu não queria ficar na escola, fingia estar passando mal e ela me encobria. Com o passar do tempo, descobri que poderia fazer isso em casa mesmo, com a minha mãe. Eu nunca gostei de estudar e, muito menos, ir praquela merda de escola cujas pessoas eu queria "esfregar a cara no asfalto quente."
#um aparte 3: ESFREGAR A CARA NO ASFALTO QUENTE foi algo que alcunhei em 2015 ou 2016, não sei ao certo. Mas imagina vc esfregando a cara de alguém cuja presença você detesta no asfalto quente. Seria o máximo, um orgasmo triplicado!!!#
E também sempre tive uma facilidade incrível de chorar. Nessa vida, já matei não sei quantos "amigos", "parentes", "vizinhos", etc... e sempre com aquela carinha de choro de cachorrinho abandonado... todo mundo sempre morreu de "dó" da gordinha. Fácil... baixo e sórdido...
Eu poderia ficar aqui citando mais e mais coisas... mas acho que isto já está bom para me lembrar que eu posso ser sim ser competente e brilhante sem duvidar dos meus feitos.
"Eu sou inteligente, eu sou criativa, eu tenho facilidade para aprender coisas, eu tenho uma série de qualidades que são ofuscadas pela minha insegurança." - o título deste post veio tão a calhar com essas sábias palavras não escritas por mim que é bem assim: eu realmente acho que se tivesse escrito não poderia ter saído tão perfeito.
Eu não sou somente insegura. Também sou derrotada. Não acredito nem um pouco em mim tampouco em coisas que posso realizar. Para mim, pairam dúvidas até sobre aquilo que eu já realizei.
Dos feitos mais recentes, passar na prova do mestrado na UFSCAR, passar na entrevista do mestrado, conseguir trabalhar bem no Tribunal e na Câmara Municipal. Mais recentíssimo, ter tirado 9.25 na prova do Christy e ter fechado com 10 na matéria dele.
Lembro-me bem do dia em que ele soltou a lista com as notas... foi no 19.11.2015. Eu tive que olhar não sei quantas vezes para acreditar que a maior nota da prova tinha sido a minha. Eu realmente não achava que tivesse tirado nem um mísero 5, quanto mais 9.25. Foi um misto de surpresa, com orgulho, com "será que sou eu mesma?", com "será que meu pai está orgulhoso de mim?".
#um aparte: ontem, 24.05.2016, o prof. Marcelo devolveu as provas. E foi cruel com quem "plagiou". Inclusive a Mônica, aquela mesma que copiou minha segunda prova do Christy, zerou. Porque plagiou. Porque não deu os devidos créditos a quem de direito. Foda-se.#
#um aparte 2: retomei a escrita deste post em 31.07.17. Por que? Porque muito embora eu adore escrever, sou muito preguiçosa. Mas devo mudar isso. Pelo meu bem, pelo bem dos futuros leitores.#
Eu realmente já fiz tantas coisas - alguma me orgulho, outras nem tanto - mas continuo colocando em xeque a minha brilhante capacidade de produção. Mas vamos e venhamos - nesse mundinho baixo e sórdido do servidorismo público, não é tão difícil ser brilhante, competente. Eu só preciso de um pouquinho a mais, de 1% a mais de boa vontade coisa que, a maioria esmagadora dos meus "pares", não tem.
Eu sou capaz de fazer alguma como aquela pulha com quem eu trabalhava no Tribunal - eu realmente mal me lembro do nome dela, eu só me lembro vagamente da fisionomia - ir almoçar cmg em casa e ir aos happies que nós fazíamos naquele boteco atrás do João Mendes.
Fui capaz de emocionar aquela vaca miserável chamada Cláudia, aquele projeto mal acabado de Hitler suburbano cujo todos temiam na Corregedoria do TJ.
#dela, confesso, tive medo até o final. Tanto que sai do TJ aliviada por saber que deixaria aquele diabo de saias pra trás.#
Fui capaz de fazer meu pai, o finado Sr. Kiyoshi Horie, chorar e me dizer, pela primeira (e única, pelo que me bem me recordo) que "eu estava certa".
Fui capaz, lá nos idos anos de 93/94 de ajudar o Marquinho a se encontrar com a Carina, aquela namoradinha dele que eu suportava só porque queria vê-lo feliz. Eu o amava tanto que queria vê-lo feliz.
Fui capaz de enfrentar a bruxa da Maria Tereza. Uma professora de matemática detestável que se julgava acima do bem do mal. Alguém que, assim como CG, eu nunca tive respeito. Somente medo. Um medo descomunal que nem sei de onde vinha. Mas bastou perder o medo para que eu enfrentasse aquele demonio de igual para igual.
Também fui capaz de passar na prova desta bruxa detestável na recuperação de verão. O ano? 1994. Passei janeiro inteiro e quase fevereiro inteiro fazendo aulas particulares de matemática para tal façanha - minha família inteira foi pra praia e eu lá, a coitadinha estudando. Não que eu amasse praia mas esse papel de "você não vai pra praia porque precisa estudar" me caiu mto bem tendo e vista que mamutes não gostam de praia. -. Precisava de singelos 7,75 numa prova que valia 10. Imagine eu, uma gorda incompetente que matava aula atrás de aula, precisando de uma nota que eu jamais tirei ao longo de todo o ano letivo (DETALHE A MÉDIA BIMESTRAL ERA DE 5 - CINCO - E NEM ISSO EU FUI CAPAZ DE TIRAR). E vou te contar: EU TIREIIIII... tirei 8,25 na prova. E passei. E fui pro Horácio porque fui taxativa com a minha mãe: "Se vc me deixar nesta bosta de escola "Colégio Objetivo" neste ano até o final do ano ou eu ou ela (Maria Tereza, bruxa da matemática) vamos estar mortas... e ela é mais velha do que eu. A chance dela ter um ataque do coração é bem alta.!!!! E então, eu fui ser feliz no Horário Soares.
Outro dos meus feitos foi ser "atriz" desde a minha tenra idade. Fernanda Pupim sempre foi uma ótima cúmplice. Todas as vezes em que eu não queria ficar na escola, fingia estar passando mal e ela me encobria. Com o passar do tempo, descobri que poderia fazer isso em casa mesmo, com a minha mãe. Eu nunca gostei de estudar e, muito menos, ir praquela merda de escola cujas pessoas eu queria "esfregar a cara no asfalto quente."
#um aparte 3: ESFREGAR A CARA NO ASFALTO QUENTE foi algo que alcunhei em 2015 ou 2016, não sei ao certo. Mas imagina vc esfregando a cara de alguém cuja presença você detesta no asfalto quente. Seria o máximo, um orgasmo triplicado!!!#
E também sempre tive uma facilidade incrível de chorar. Nessa vida, já matei não sei quantos "amigos", "parentes", "vizinhos", etc... e sempre com aquela carinha de choro de cachorrinho abandonado... todo mundo sempre morreu de "dó" da gordinha. Fácil... baixo e sórdido...
Eu poderia ficar aqui citando mais e mais coisas... mas acho que isto já está bom para me lembrar que eu posso ser sim ser competente e brilhante sem duvidar dos meus feitos.

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